Fonoaudiologia

A fonoaudiologia é a especialidade terapêutica que atua na prevenção, diagnóstico, tratamento e aperfeiçoamento nas áreas de: - linguagem oral (alterações de fala, técnicas de falar em público) - linguagem escrita (trocas de letras, dificuldades de compreensão de texto, aperfeiçoamento textual) - voz (alterações vocais como rouquidão, voz fina; aprimoramento vocal para cantores, atores, atendentes de telemarketing, etc) - motricidade oral (distúrbios das funções de deglutição, respiração e mastigação) - audição (através da adaptação de próteses auditivas)

A fonoaudiologia também pode ajudar em diversas áreas

PARALISIA FACIAL PERIFÉRICA

A paralisia facial periférica afeta toda a metade do rosto, e é diferente da paralisia facial central, o “derrame”. São várias as causas da paralisia, entre elas, um “golpe de ar”, vírus, infecções de ouvido, traumas, edemas do nervo e algumas doenças. A  paralisia facial mais comum é a Paralisia de Bell.

A avaliação da paralisia facial deve ser composta basicamente por dois profissionais, a otorrinolaringologia e a fonoaudiologia. O tratamento pode variar entre medicamentoso, em alguns casos cirúrgico, mas todos podem passar pelo acompanhamento fonoaudiológico.

O otorrinolaringologista é o profissional que faz o diagnostico referente ao comprometimento motor.

A fonoaudiologia avalia as fases da paralisia, identifica o comprometimento funcional (motor e sensitivo) e reabilita as funções musculares,  que consequentemente influenciam na fala, na mastigação, na audição, no impacto estético, social e emocional do paciente.

O tratamento fonoaudiológico da paralisia facial é indicado para todos os casos, e o seu início deve ser o mais breve possível.

Lembre-se, é importante procurar o atendimento otorrinolaringológico e o acompanhamento fonoaudilógico precocemente. Pois quanto mais cedo for realizado o tratamento, maiores são as chances da paralisia facial não deixar sequelas.

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Alzheimer

A Doença de Alzheimer é uma demência que causa a deterioração global, é progressiva e irreversível quanto as funções cognitivas (memória, atenção, concentração, linguagem, pensamento, entre outras).

À medida que as células cerebrais sofrem uma redução, ocorre a impossibilidade de comunicação cerebral. Com a danificação das conexões as células morrem e isto traduz-se na incapacidade de recordar as informações. A doença tem como consequência alterações de comportamento e prejuízo na capacidade funcional para a realização das atividades de vida diária.

Os sinais mais comuns da doença são: perda de memória recente com repetição de perguntas ou de assuntos; esquecimento de compromissos, de lugar e  onde guardou os pertences; dificuldade para perceber situações de risco, para cuidar do próprio dinheiro e de seus bens pessoais, para tomar decisões e para planejar atividades mais complexas; dificuldade para se orientar no tempo e no espaço; incapacidade em reconhecer faces ou objetos comuns, podendo não conseguir reconhecer pessoas conhecidas; dificuldade para manusear utensílios; pode se tornar agitado, isolado, desinibido, inadequado e até agressivo; pode fazer  interpretações delirantes da realidade, como achar que está sendo roubado, perseguido ou enganado por alguém; é comum a alteração do apetite de comer exageradamente, ou diminuição da fome; agitação noturna ou insônia com troca do dia pela noite.

O uso de medicamentos não está associado a cura da demência. Assim, o tratamento visa melhorar a qualidade de vida do indivíduo e da  família, com o objetivo de promover a maior autonomia do paciente. O tratamento é multidisciplinar: fonoaudiólogo, fisioterapeuta, psicólogo, terapeuta ocupacional, nutricionista e quantos mais forem necessários.

A atuação fonoaudiológica é necessária desde o início da doença quando as desordens de linguagem são relevantes, até o estágio mais grave onde o paciente apresenta distúrbios como: agnosia visual e tátil para a comida, apraxia (não sabe fazer uso de talheres) e tem queixa de engasgos, principalmente na ingestão de líquidos. O paciente pode aspirar alimentos, saliva, líquidos na via respiratória, levando ao risco de uma pneumonia aspirativa, desnutrição e/ou desidratação.

Quanto o diagnóstico, não existem exames específicos que comprovem a doença, assim o  diagnóstico é feito por exclusão de outras causas curáveis ou não, de falhas de memória.

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AVC

O avc é o nome médico para a condição clínica popularmente conhecida como derrame cerebral. É uma doença neurológica que em  importante causa de morte e de sequelas. Pode ocorrer em qualquer idade, porém é mais frequente em pessoas com idade superior a 65 anos.

Fatores de risco:

*Hipertensão arterial;

*Doenças Cardíacas;

*Diabetes;

*Colesterol Elevado;

*Cigarro;

*Sedentarismo.

Sintomas:

Dor de cabeça muito forte (sem causa aparente)

Fraqueza ou perda dos movimentos de um lado do corpo

Sensação de “dormência” na face, braços ou pernas

Perda de equilíbrio ou tontura ao andar

Capacidade de compreender a fala alterada

Visão turva

Perda do controle urinário ou intestinal

Desmaio

Tratamento:

Realizado  de acordo com os danos gerados no organismo;

Objetivos: recuperas as funções motoras e cognitivas;

Equipe multidisciplinar: médicos, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos.

O que o fonoaudiólogo irá tratar: 

Comunicação

Fala

Leitura

Escrita

Motricidade facial

Cognição

Mastigação e deglutição

Infelizmente, não é possível recuperar os neurônios mortos depois de um AVC, no entanto, as células próximas à região afetada podem ser recuperadas. Por isso, assim que forem notados os sintomas na pessoa, é importante levá-la ao médico o mais rápido possível para diminuir o risco de sequelas do AVC.

Referências Bibliográficas

Lazarini PR, Fouquet ML. Paralisia Facial- avaliação, tratamento, reabilitação. São Paulo: Lovise. 2006; p. 33-74.

Filho OL, editor. Novo Tratado de Fonoaudiologia.3°ed. São Paulo: Manole; 2013. 449-560.

http://www.paralisiafacial.org.br

http://abraz.org.br/sobre-alzheimer/demencia

http://alzheimerportugal.org/pt/

ROCKLAND, Adriano. BORBA,Júlio. Primeiros passos na fonoaudiologia: conhecer para intervir nas patologias, distúrbios e exames fonoaudiológicos. Pulso:2006

 

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